Por Redação Planeta Amazônia
Uma operação conjunta entre o Governo de Rondônia e o Governo Federal foi realizada na região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia com o objetivo de combater o garimpo ilegal e crimes ambientais transnacionais. A ação ocorreu no âmbito da Operação Madeira Mamoré, conduzida pela Polícia Federal, com participação de órgãos ambientais e forças de segurança dos dois países.
A iniciativa contou com o apoio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), da Polícia Militar de Rondônia (PMRO) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), além da cooperação da Polícia Nacional da Bolívia. As equipes atuaram principalmente nos rios Mamoré e Madeira, em território brasileiro e na região de Madre de Dios, no país vizinho.
Durante as diligências, foram realizadas ações de fiscalização, repressão e identificação de atividades garimpeiras ilegais, incluindo a inutilização de dragas clandestinas e a apreensão de mercúrio, substância altamente tóxica e utilizada de forma irregular na extração de ouro. Segundo os órgãos envolvidos, o uso do mercúrio representa riscos graves ao meio ambiente e à saúde das populações ribeirinhas.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que a atuação integrada reforça o compromisso do Estado no enfrentamento aos crimes ambientais. “Rondônia tem atuado de forma firme e responsável no combate ao garimpo ilegal e a outras atividades que ameaçam nossos rios, florestas e comunidades”, afirmou.
De acordo com a Sedam, a participação do órgão foi fundamental para o suporte técnico às equipes de campo, auxiliando na identificação das irregularidades e na adoção das medidas administrativas cabíveis. O titular da Coordenadoria de Proteção Ambiental (Copam), Marcos de Souza Trindade, ressaltou que ações integradas são essenciais para garantir a efetividade da fiscalização, especialmente em regiões de fronteira, onde os impactos ambientais tendem a ser mais severos.
Ao todo, mais de 50 agentes brasileiros e bolivianos participaram da operação, utilizando embarcações e estrutura logística para ampliar o alcance da fiscalização. Segundo o governo estadual, a ação reforça a estratégia de cooperação institucional e internacional no enfrentamento aos crimes ambientais e na proteção dos recursos naturais da Amazônia.

