Por Redação Planeta Amazônia
O Centro de Fauna do Tocantins (Cefau), administrado pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), registrou aumento de cerca de 40% nos atendimentos a animais silvestres ao longo de 2025, em comparação com o ano anterior. Ao todo, 683 animais passaram por triagem, tratamento veterinário e processos de reabilitação, contra 491 em 2024, segundo dados divulgados pelo órgão.
Entre os animais recebidos no período estão aves, mamíferos e répteis provenientes de apreensões por tráfico, criação ilegal, atropelamentos, maus-tratos e entregas voluntárias. Do total registrado em 2025, 554 eram aves, 108 mamíferos e 21 répteis.
A coordenadora do Cefau, Mayumi Matuoca, avalia que o crescimento está ligado ao fortalecimento das fiscalizações e à maior conscientização da população.
“Esse aumento é reflexo da atuação integrada entre as equipes do Cefau e da fiscalização do Naturatins, das parcerias com outros órgãos e da sociedade, que tem buscado cada vez mais realizar a entrega voluntária de animais ou acionar as instituições responsáveis”, afirmou.
Ela acrescenta que os números reforçam o papel do centro na proteção da fauna silvestre.
“Esse crescimento demonstra o avanço na proteção dos animais e fortalece o Cefau como referência no acolhimento, cuidado e destinação adequada da fauna, sempre com foco no bem-estar animal”, completou.
Todos os exemplares passam por avaliação clínica, exames laboratoriais e acompanhamento comportamental antes de eventual reintegração à natureza ou destinação controlada para instituições autorizadas. Em 2025, 244 animais foram devolvidos à vida livre com monitoramento técnico e 53 receberam destinação definitiva. Os demais seguem em tratamento.
Localizado em Palmas, o Cefau ocupa área de cerca de sete hectares e é o único centro estadual regularizado para triagem de fauna silvestre no Tocantins. A unidade funciona há oito anos e mantém acordos com instituições de ensino superior, que auxiliam em procedimentos cirúrgicos, exames especializados e pesquisas científicas.
O órgão também orienta a população a acionar o Batalhão da Polícia Militar Ambiental ou a Guarda Metropolitana nos casos de animais silvestres encontrados fora de habitat natural, para que o resgate seja feito de forma adequada e segura.

