Acre registra queda de 90% nas queimadas no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do INPE

Redação Planeta Amazônia

O Acre registrou uma queda significativa nos focos de queimadas no primeiro trimestre de 2026, indicando uma mudança relevante no padrão ambiental do estado. Dados do sistema TerraBrasilis, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam uma redução de 90% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Entre janeiro e março de 2026, foram contabilizados apenas quatro focos de queimadas em todo o estado. No mesmo intervalo de 2025, o número havia sido dez vezes maior, com 40 registros.

Além da redução no volume, os dados indicam uma mudança no perfil das ocorrências. Em 2026, todos os focos foram registrados em áreas já desmatadas — sendo metade em regiões de desmatamento consolidado e a outra metade em áreas de desmatamento recente. Não houve registro de queimadas em vegetação nativa no período analisado, o que representa um dado relevante do ponto de vista ambiental.

O cenário contrasta com o observado no ano anterior. Em 2025, além do maior número de ocorrências, as queimadas estavam mais dispersas e atingiam diferentes tipos de propriedades. A maior parte dos focos foi registrada em pequenas propriedades (55%), seguida por áreas sem Cadastro Ambiental Rural (22,5%), médias propriedades (12,5%) e grandes propriedades (10%).

A redução pode estar associada a uma combinação de fatores, como maior controle ambiental, condições climáticas e mudanças no uso do solo. No entanto, especialistas apontam que o dado deve ser analisado com cautela, já que o primeiro trimestre do ano historicamente apresenta menor incidência de queimadas em função do período chuvoso na região amazônica.

Ainda assim, o fato de não haver registros em áreas de vegetação nativa reforça um possível avanço no controle do fogo em áreas de maior sensibilidade ambiental, especialmente diante do histórico de pressão sobre a floresta amazônica.

Os números reforçam a importância do monitoramento contínuo por sistemas como o do INPE, que permitem identificar tendências e orientar políticas públicas de prevenção e combate às queimadas.

By emprezaz

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