Manaus será sede, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro de 2026, da 7ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia: Interfaces entre ICT, empresários e investidores. O encontro será realizado no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), com participação presencial e transmissão simultânea para o Brasil e o exterior.
A conferência busca aproximar Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), universidades, empresas, startups, investidores, agências de fomento e gestores públicos, fortalecendo a transformação do conhecimento científico produzido na Amazônia em inovação, negócios e soluções aplicadas aos desafios da região.
Gratuito e aberto também ao público em geral, o evento terá palestras, mesas-redondas, painéis temáticos e apresentação de trabalhos científicos, além de tradução simultânea.
Amazônia como centro estratégico da inovação
Em sua sétima edição, a conferência dá continuidade a uma trajetória de mais de uma década de articulação entre pesquisa científica e setor produtivo na Amazônia Ocidental.
A iniciativa é promovida pelo Arranjo AMOCI/MCTI, em parceria institucional com o Inpa, e conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), do Governo do Amazonas.
A proposta é reunir diferentes atores do ecossistema de inovação para discutir caminhos capazes de aproximar a produção científica amazônica de empresas e fontes de financiamento.
A programação terá participação de representantes de instituições públicas, universidades, agências de fomento, fundos de investimento e grandes empresas brasileiras e internacionais.
Capital de risco e deep techs entram no debate
Um dos principais eixos da conferência será a relação entre ciência e investimento.
A programação prevê discussões sobre capital de risco e investimentos na Amazônia, questão considerada estratégica para que pesquisas, tecnologias e novos empreendimentos desenvolvidos na região consigam avançar da fase científica para aplicações comerciais.
Também estarão em pauta as chamadas deep techs, empresas baseadas em conhecimento científico e tecnologias de maior complexidade.
O avanço dessas iniciativas na Amazônia será discutido ao lado de experiências de inovação desenvolvidas por grandes empresas, buscando estabelecer pontes entre pesquisadores, empreendedores e potenciais investidores.
Propriedade intelectual e transferência de tecnologia
A proteção do conhecimento científico produzido na região também ocupará espaço central.
A conferência terá debates sobre propriedade intelectual e o papel de instituições como o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o Instituto de Propriedade Intelectual da Amazônia Ocidental (IPIAM) na proteção dos ativos tecnológicos.
Outro eixo será a transferência de tecnologia, processo pelo qual conhecimentos, métodos e invenções desenvolvidos em universidades e centros de pesquisa podem chegar a empresas e resultar em produtos, serviços ou processos produtivos.
Nesse contexto, a programação também abordará o papel da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) para a Amazônia.
A discussão é particularmente relevante para uma região que reúne universidades e instituições de pesquisa responsáveis pela produção de conhecimento sobre biodiversidade, recursos naturais e diferentes possibilidades de desenvolvimento tecnológico.
Sustentabilidade e Indústria 4.0 integram programação
A conferência também pretende aproximar inovação tecnológica e desenvolvimento sustentável.
Entre os temas anunciados estão Indústria 4.0, inovação e sustentabilidade, além da posição da Amazônia como território estratégico para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O encontro terá ainda uma apresentação sobre o panorama das ações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) voltadas à Amazônia.
Ao reunir essas discussões, a programação procura tratar inovação não apenas como desenvolvimento de novas tecnologias, mas também como instrumento para enfrentar desafios econômicos, sociais e ambientais da região.
Pesquisadores poderão apresentar trabalhos científicos
Além dos debates entre representantes de instituições, empresas e investidores, a conferência terá espaço dedicado à produção acadêmica.
Pesquisadores poderão participar por meio da submissão de trabalhos científicos, que serão avaliados por pares e apresentados em painéis durante o evento.
A programação é voltada especialmente para pesquisadores, estudantes de pós-graduação, empreendedores, gestores públicos e investidores, mas a participação também estará aberta ao público interessado.
A presença desses diferentes grupos pretende estimular não apenas a divulgação das pesquisas, mas a criação de conexões que possam levar à formação de parcerias, transferência de tecnologia e desenvolvimento de novos empreendimentos.
Conferência chega à sétima edição
A realização em 2026 consolida uma sequência de encontros voltados à construção do ecossistema de inovação amazônico. Registros institucionais mostram que a sexta edição ocorreu em setembro de 2025, também no Auditório da Ciência do Inpa, em Manaus.
A conferência deste ano amplia essa trajetória ao colocar lado a lado temas que vão desde a proteção de propriedade intelectual até a disponibilidade de capital para financiar empresas de base científica.
A estratégia parte do entendimento de que a Amazônia possui capacidade significativa de produção científica, mas transformar conhecimento em inovação exige também financiamento, proteção dos ativos intelectuais, empreendedorismo e aproximação entre instituições de pesquisa e setor produtivo.
Nesse cenário, a conferência pretende funcionar como um ponto de encontro entre quem produz conhecimento, quem desenvolve soluções empresariais e quem dispõe de recursos para financiar novos projetos.
Evento será gratuito e terá formato híbrido
A 7ª Conferência Internacional sobre Processos Inovativos na Amazônia será realizada nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, no Auditório da Ciência do Bosque da Ciência, em Manaus.
A participação é gratuita, e o formato híbrido permitirá o acompanhamento remoto por participantes de outras regiões do Brasil e do exterior.
Além da programação científica, a presença de fundos de investimento, empresas, agências de fomento e instituições de pesquisa coloca no centro do encontro uma questão estratégica para o desenvolvimento regional: como fazer com que a ciência produzida na Amazônia gere tecnologias, empreendimentos, renda e soluções sustentáveis dentro da própria região.

