Redação Planeta Amazônia
O Fundo Amazônia anunciou a destinação de R$ 69 milhões para o fortalecimento das cadeias produtivas de café e polpas de frutas no Acre. O investimento integra um pacote mais amplo de mais de R$ 350 milhões voltado a projetos de sociobioeconomia e inovação na Amazônia Legal, apresentado durante o lançamento do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), em Brasília.
No Acre, os recursos serão aplicados no projeto “Cooperar com a Floresta: consolidando cadeias agroextrativistas”, com foco na inclusão produtiva e no fortalecimento de cooperativas locais. A iniciativa deve beneficiar diretamente cerca de 2,5 mil famílias organizadas em 10 cooperativas da rede Cooperacre, distribuídas em 12 municípios do estado.
O projeto prevê ações estruturais voltadas à melhoria da qualidade dos produtos, aumento da produtividade e aprimoramento da logística de escoamento, fatores considerados estratégicos para ampliar a competitividade da produção regional. Além disso, a proposta inclui estímulo ao desenvolvimento científico e tecnológico aplicado às cadeias produtivas.
Durante o anúncio, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou o papel da bioeconomia como eixo de desenvolvimento sustentável na Amazônia. “Ao destinarmos recursos do Fundo Amazônia para a sociobioeconomia e a inovação no bioma, viabilizamos a geração de prosperidade para as brasileiras e brasileiros por meio do uso sustentável dos recursos naturais. Este investimento será fundamental para colocar em prática as metas do PNDBio relacionadas à sociobiodiversidade, dando impulso à transformação da bioeconomia em pilar fundamental do desenvolvimento sustentável no Brasil”, afirmou.
A iniciativa está inserida em uma estratégia mais ampla de valorização da sociobiodiversidade, que busca conciliar geração de renda com conservação ambiental. O modelo aposta no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis como alternativa ao desmatamento, ampliando oportunidades econômicas em comunidades rurais e extrativistas.,

Além do projeto no Acre, o pacote inclui outras iniciativas na Amazônia Legal, como o programa Coopera+ Amazônia, que contará com mais de R$ 100 milhões para apoiar cooperativas e cadeias produtivas como açaí, castanha, babaçu e cupuaçu.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia é considerado uma das principais iniciativas globais voltadas à redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+), financiando projetos que promovem o uso sustentável dos recursos naturais e a conservação da floresta.
Especialistas avaliam que investimentos dessa natureza reforçam o papel da bioeconomia como alternativa estratégica para o desenvolvimento da Amazônia, embora apontem a necessidade de continuidade das políticas e ampliação de infraestrutura para garantir a consolidação das cadeias produtivas.

