Ato na Avenida Paulista cobra justiça em dia que marca sete anos do rompimento da barragem em Brumadinho

Evento envolve toque da sirene, simbolizando o momento da tragédia, além de atividades culturais, educativas e mobilização cidadã para manter viva a memória das 272 vítimas e denunciar a impunidade

Sete anos após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), que matou 272 pessoas, a tragédia segue sem responsabilização definitiva. Para que não caia no esquecimento, o Instituto Camila e Luiz Taliberti realiza, no dia 25 de janeiro de 2026, o Ato por Memória, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Realizado anualmente na data do rompimento da barragem, que coincide com o feriado de aniversário da capital paulista, o ato ocupa um dos principais espaços públicos do país com programação que combina cultura, educação ambiental e mobilização social. A proposta é conectar o debate socioambiental  às dinâmicas da vida e meio ambiente urbano, adotando uma abordagem propositiva. “Esse Ato tem o objetivo de lembrar o rompimento da barragem e alertar para o risco de novas tragédias, para que a memória desse dia não seja perdida. Brumadinho não é apenas uma tragédia em Minas Gerais. Na verdade, isso diz respeito a todos nós”, afirma Helena Taliberti, fundadora do Instituto Camila e Luiz Taliberti, mãe de Camila e Luiz Taliberti, vítimas na tragédia.

Crédito: Jozzuu

Antes do ato público, a programação do Mês da Memória inclui a apresentação da peça de teatro “Ganga”, nos dias 23 e 24 de janeiro. O espetáculo será seguido de um bate-papo com o diretor e integra as ações de reflexão e sensibilização que antecedem o encontro na Avenida Paulista. A apresentação conta com o apoio da Associação dos Familiares das Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem em Brumadinho-MG (AVABRUM), por meio do projeto Legado Brumadinho, que viabiliza a realização da atividade.

No dia 25 de janeiro, o ato acontece na Avenida Paulista esquina com Rua Augusta, com atividades de plantio e pintura para crianças, discurso da porta-voz do Instituto, Helena Taliberti, apresentação musical do Forró das Minas e o Pedal pela Vida, ação simbólica que percorre a via em defesa da vida e da memória das vítimas. Durante o evento, o público também poderá visitar uma tenda com programação cultural, exposição de obras e atividades que dialogam com memória, justiça socioambiental e os impactos da mineração.

O ato tem início às 10h, com atividades voltadas para crianças e público geral, como plantio de mudas, oficinas com pigmentos naturais e ações de sensibilização ambiental. Às 12h, acontece a concentração do Pedal pela Vida. Já às 12h28, horário exato do rompimento da barragem em 2019, será realizado o toque da sirene, seguido de discurso de Helena Taliberti. “Tocaremos a sirene que não tocou há sete anos. Mais do que um ato simbólico, nosso esforço é reafirmar o compromisso com a memória das vítimas e com a construção de uma sociedade que não normalize crimes socioambientais”, enfatiza Helena.

A programação segue com a saída do pedal, apresentações culturais, incluindo um grupo de forró formado por mulheres, e a circulação de um abaixo-assinado que já reúne cerca de 130 mil assinaturas, com pedidos de justiça e contra a impunidade. Durante o ato, o público também poderá visitar uma tenda expositiva com obras artísticas que dialogam com os temas da memória, da justiça socioambiental e das consequências da mineração.

Sobre a tragédia de Brumadinho

No dia 25 de janeiro de 2019, o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, da mineradora Vale, em Brumadinho (MG), provocou uma das maiores tragédias socioambientais do Brasil. A lama de rejeitos de mineração matou 272 pessoas, entre trabalhadores da empresa, moradores da região e turistas, devastou comunidades, contaminou o Rio Paraopeba e causou da…

Por Adriana Linhares,
Assessora de imprensa do Instituto Camila e Luiz Taliberti

By emprezaz

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