Defeso do caranguejo-uçá em 2026 começa em fevereiro no Pará

Por Redação Planeta Amazônia

O período do defeso do caranguejo-uçá (Ucides cordatus) em 2026 terá início em fevereiro no Pará, conforme estabelece a Portaria nº 45, publicada pelos Ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente e Mudança do Clima. A medida define os períodos de proibição da captura da espécie ao longo do primeiro semestre e reforça regras para estoque e comercialização  .

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), o primeiro ciclo do defeso ocorrerá de 1º a 6 de fevereiro de 2026, período que coincide com a chamada “andada” do caranguejo, fase reprodutiva em que machos e fêmeas deixam suas tocas e se deslocam pelos manguezais para o acasalamento.

Segundo o diretor de Fiscalização Ambiental da Semas, Tobias Brancher, qualquer interferência durante esse período pode comprometer a reprodução da espécie e impactar toda a cadeia produtiva. Ele destaca que a medida é essencial não apenas para a conservação ambiental, mas também para garantir a subsistência das populações tradicionais que dependem da atividade extrativista nos manguezais.

Durante o defeso, fica proibida a captura, o transporte, o beneficiamento, a industrialização e a comercialização do caranguejo-uçá, tanto para pessoas físicas quanto jurídicas, seja o animal vivo ou processado, inteiro ou em partes. O descumprimento das regras está sujeito às sanções previstas na legislação ambiental, incluindo multas e apreensão do produto  .

A comercialização só é permitida mediante Declaração de Estoque, que deve ser registrada junto ao Ibama até o último dia útil anterior ao início de cada período de defeso, informando a quantidade de caranguejos armazenados.

Calendário do defeso em 2026

Além do primeiro ciclo em fevereiro, o calendário do defeso do caranguejo-uçá no Pará em 2026 prevê outros cinco períodos:

  • 17 a 22 de fevereiro
  • 3 a 8 de março
  • 18 a 23 de março
  • 1º a 6 de abril
  • 17 a 22 de abril  

Segundo a Semas, o respeito ao calendário é fundamental para assegurar a manutenção dos estoques naturais da espécie e a sustentabilidade da atividade extrativista nos manguezais paraenses.

By emprezaz

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Postagens relacionadas