Por Redação Planeta Amazônia
A cadeia produtiva do mel no Acre apresentou crescimento expressivo em 2025, impulsionada por investimentos do Programa REM Acre – Fase 2, em parceria com a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri). Diagnóstico técnico aponta expansão da atividade em diferentes regiões do estado, com aumento no número de beneficiários, maior organização produtiva e elevação dos volumes comercializados.
O estudo avaliou 141 produtores em 13 municípios e identificou 436 beneficiários cadastrados nos territórios do Alto e Baixo Acre, Juruá e Tarauacá-Envira, número que superou a meta inicial do programa. A apicultura consolidou-se como principal sistema produtivo, enquanto a meliponicultura avançou como atividade complementar, agregando valor e ampliando possibilidades produtivas em áreas de floresta.
Em 2024, a produção estadual somou 9 toneladas de mel, volume que subiu para 12 toneladas em 2025. Entre os principais polos estão os municípios de Senador Guiomard, Rio Branco e Bujari, responsáveis pela maior parte da produção acreana.
Até junho de 2025, mais de R$ 560 mil foram investidos na cadeia produtiva, com aquisição de equipamentos, implantação de unidades de beneficiamento e capacitação de mais de 180 produtores em boas práticas de manejo e extração.

Entre as estruturas implantadas estão as chamadas Casas do Mel, com unidade em funcionamento em Senador Guiomard e novas previstas para Bujari e Xapuri, garantindo padronização, segurança alimentar e ampliação do acesso a mercados. Outro destaque é o Selo D’Colônia, que valoriza produtos artesanais e fortalece a identidade cultural da produção rural.
Segundo a coordenadora-geral do Programa REM Acre, Marta Azevedo, os resultados refletem o fortalecimento institucional da cadeia.
“Quando o produtor recebe apoio técnico, capacitação e equipamentos adequados, o resultado aparece em volume, qualidade e organização”, afirmou Diagnóstico aponta fortalecimen….

O programa também ampliou a visibilidade do mel acreano em eventos nacionais e internacionais, incluindo a COP 30, e registrou conquistas como o terceiro lugar da produtora Maria Paulino da Silva em concurso nacional de méis de abelhas nativas, no Rio de Janeiro.

