Governo federal anuncia plano de combate a incêndios florestais para 2026 com mais de 4,6 mil brigadistas

O governo federal apresentou o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais para 2026. A estratégia, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), prevê a mobilização de mais de 4,6 mil brigadistas e a ampliação da estrutura operacional para atuação em todo o país.

O plano inclui a publicação da portaria que declara situação de emergência ambiental em diferentes regiões do Brasil, medida considerada necessária para viabilizar a contratação de brigadistas temporários e preparar a resposta aos períodos de maior risco de queimadas.

Segundo o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho, a definição dos períodos de emergência é baseada em critérios científicos. Entre os fatores analisados estão o déficit de chuvas, histórico de temperaturas elevadas, previsões climáticas e as características ambientais das diferentes regiões do país.

Essas informações orientam a atuação integrada de órgãos ambientais federais, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que operam de forma articulada por meio de uma Sala de Situação permanente criada em 2024 para monitorar e coordenar as ações de combate ao fogo.

A estrutura operacional prevista para 2026 inclui três bases logísticas, duas vilas operacionais de combate ampliado e um sistema de monitoramento por satélite em tempo real. Ao todo, serão mobilizadas 246 brigadas florestais, sendo 131 vinculadas ao Ibama e 115 ao ICMBio, distribuídas nas áreas consideradas de maior risco.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que o planejamento faz parte de um esforço iniciado em 2023, durante um período de crise de incêndios no país. Segundo ela, os resultados já começaram a aparecer em 2025, quando foi registrada redução de 39% nos focos de incêndio em nível nacional.

De acordo com o ministério, a queda foi ainda mais expressiva em biomas específicos. Na Amazônia, os focos de fogo tiveram redução de cerca de 75%, enquanto no Pantanal a diminuição superou 90%.

Outro ponto destacado pelas autoridades é a participação de comunidades tradicionais nas brigadas florestais. Cerca de metade dos brigadistas é formada por indígenas e aproximadamente 10% por quilombolas, o que, segundo o governo, contribui para a eficiência das operações, já que esses profissionais possuem conhecimento direto dos territórios onde atuam.

O governo federal afirma que o objetivo do planejamento é fortalecer a prevenção e evitar que o combate aos incêndios ocorra apenas em momentos de crise, transformando a estratégia em uma política permanente de monitoramento, prevenção e resposta rápida.

By emprezaz

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