Por Redação Planeta Amazônia
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 2,5 milhões à Petrobras por um vazamento ocorrido durante atividades de perfuração marítima na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.
Segundo o órgão ambiental, o derramamento aconteceu no dia 4 de janeiro, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, e envolveu aproximadamente 18,44 metros cúbicos de fluido de perfuração de base não aquosa, classificado pelo Ibama como de risco médio à saúde humana e ao ecossistema aquático, conforme norma interna do órgão.
A Petrobras confirmou ter recebido o auto de infração e informou que adotará as providências administrativas cabíveis. Em nota, a empresa contestou a avaliação ambiental, afirmando que o material derramado é biodegradável, não persistente, não bioacumulável e não tóxico, além de atender aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental.
“A autuação decorre da descarga de 18,44 m³ de Fluido de Perfuração de Base Não Aquosa (mistura oleosa) no mar, oriunda da instalação denominada Navio Sonda 42 (NS-42), que operava na Bacia da Foz do Amazonas”, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), segundo informações da Agência Brasil.
Após o incidente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou a paralisação da perfuração e impôs novas exigências para eventual retomada da atividade, incluindo a substituição de todos os selos das juntas do riser — tubo que conecta o poço no fundo do mar à plataforma. A estatal também deverá apresentar, em até cinco dias após a troca das peças, relatórios técnicos que comprovem a adequação da instalação.
A Petrobras tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa.

