Por Redação Planeta Amazônia
Mulheres e povos indígenas vêm protagonizando a expansão da cadeia sustentável da castanha-da-amazônia no interior do estado, impulsionando a economia local e fortalecendo a preservação florestal. A atividade ganhou novo fôlego com a ampliação das operações de uma agroindústria no município de Beruri, que passou a processar localmente o produto no primeiro trimestre de 2026.
A produção é coordenada pela Associação dos Produtores e Beneficiadores Extrativistas de Beruri (Aspeb), criada em 1994 e formada por agricultores familiares, ribeirinhos, agroextrativistas, indígenas e moradores de unidades de conservação. Segundo a entidade, a modernização da estrutura e as parcerias comerciais permitiram elevar a renda de mais de 190 famílias em até 60%, além de ampliar a capacidade produtiva da unidade.
A agroindústria conta agora com sistemas de reaproveitamento de resíduos da castanha para geração de energia, captação de água da chuva e melhorias na infraestrutura de beneficiamento, reforçando o modelo de economia circular e de baixo impacto ambiental.
Desde 2018, uma parceria com uma empresa do setor de cosméticos fortaleceu a cadeia produtiva, garantindo assistência técnica, acesso a mercados e investimentos na estrutura local. O gerente sênior da companhia, Mauro Costa, afirmou que o modelo cria oportunidades econômicas e aumenta a resiliência das comunidades diante das mudanças climáticas.
Também foram viabilizados financiamentos por meio do Mecanismo de Financiamento Amazônia Viva, destinados à ampliação das instalações e à adoção de tecnologias sustentáveis.

Para a diretora de Sustentabilidade da empresa parceira, Angela Pinheiro, as iniciativas mostram que conservação ambiental e geração de renda podem caminhar juntas.
“Ações coletivas demonstram que é possível fortalecer a cadeia da castanha, combater o desmatamento e garantir inclusão social, com geração de renda para mulheres, jovens e povos indígenas”, afirmou.

