Por Redação Planeta Amazônia
O Pará tem registrado avanços na política de conservação ambiental com a criação e fortalecimento de Unidades de Conservação (UCs) municipais, que passam a integrar mais ativamente as práticas de preservação da natureza e as dinâmicas econômicas locais. A iniciativa é apoiada pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Pará, que oferece suporte técnico, orientação legal e ferramentas para gestão desses espaços protegidos em diversos municípios do estado.
A Diretoria de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-Bio tem apoiado diretamente sete UCs municipais em localidades variadas, como Salvaterra, Concórdia do Pará, São João de Pirabas, Bujaru, Igarapé-Açu, Igarapé-Miri e Jacareacanga, abrangendo desde o Arquipélago do Marajó até a região Sudoeste. Por meio desse suporte, os municípios receberam orientação para formalizar e fortalecer suas áreas protegidas, ampliando a presença da política ambiental nos territórios.
Em 2025, três novas unidades foram oficialmente criadas: o Bosque Municipal Mata do Bacurizal e a UC Lago Caraparu, em Salvaterra (Marajó), e o Bosque Municipal Pedro Desingrini, em Concórdia do Pará. Essas áreas passam a proteger fragmentos importantes de vegetação nativa, recursos hídricos e paisagens naturais, abrindo também possibilidades para o turismo de base comunitária.

O Ideflor-Bio também lançou o Roteiro e Orientações para a Criação de Unidades de Conservação da Natureza Municipais no Estado do Pará, instrumento que organiza procedimentos técnicos e legais, padronizando processos e facilitando a adesão de mais municípios à política estadual de conservação.
Dados do órgão indicam que o estado conta atualmente com 42 UCs municipais, divididas entre Proteção Integral e Uso Sustentável, totalizando 88.019,89 hectares de áreas protegidas sob gestão municipal. A expectativa é que o número cresça nos próximos anos, com mais de 50 municípios interessados em criar suas próprias áreas de conservação.
Especialistas afirmam que as unidades municipais desempenham papel importante não apenas na preservação da biodiversidade, como também na adaptação às mudanças climáticas, na proteção de nascentes e rios e no estímulo à sensibilização ambiental das comunidades locais. Além disso, o desenvolvimento de atividades como o ecoturismo pode gerar oportunidades econômicas sustentáveis e valorizar culturalmente as regiões envolvidas.

