O Tocantins tem se destacado nacionalmente na gestão ambiental ao ampliar a regularização do desmatamento e fortalecer a articulação entre poder público e setor produtivo. Dados do Relatório Anual do Desmatamento no Brasil (RAD 2024), do MapBiomas, indicam que 59,6% da área desmatada no estado entre 2019 e 2024 ocorreu com autorização legal — mais que o dobro da média nacional, de 23,5%.

Em números absolutos, o estado registrou mais de 441 mil hectares de desmatamento com autorização emitida por órgãos ambientais, o que, segundo o governo, reflete a eficiência das políticas de monitoramento e controle implementadas nos últimos anos.
O relatório também destaca que, embora o desmatamento esteja concentrado na região do MATOPIBA, o Tocantins se diferencia pela estrutura de governança e pela articulação institucional. Em 2024, 81,9% da área desmatada contou com autorização ou ação de fiscalização, evidenciando avanço no controle das atividades e na regularidade dos processos, como mostra o gráfico da página 2.
Para o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, os resultados são fruto de uma atuação integrada entre diferentes instituições e o setor produtivo. “Quando o poder público e o setor produtivo atuam de forma integrada, quem ganha é toda a sociedade: ganham o meio ambiente e a economia, proporcionando mais credibilidade à produção tocantinense”, afirmou.

Segundo ele, a cooperação tem contribuído para o cumprimento do Código Florestal e para a consolidação de uma agenda alinhada à produção sustentável. “Com os resultados, o Tocantins reafirma seu protagonismo ao demonstrar que é possível conciliar produção e preservação”, acrescentou.
Além da redução da ilegalidade, o avanço na regularização ambiental tem fortalecido a imagem do estado no cenário nacional e internacional, aumentando a confiança de investidores e abrindo novas oportunidades de mercado. A estratégia também contribui para o ordenamento territorial e para a construção de um ambiente mais seguro para negócios no campo.
Especialistas apontam que o modelo adotado pelo Tocantins reflete uma tendência crescente no país: a busca por conciliar expansão produtiva com maior controle ambiental e segurança jurídica. No entanto, destacam que o desafio permanece em reduzir o desmatamento total e garantir que a legalidade venha acompanhada de sustentabilidade efetiva.

