Por Redação Planeta Amazônia
O Parque Estadual do Cantão, no Tocantins, registrou forte queda nos focos de queimadas em 2025, segundo relatório técnico divulgado pelo Governo do Estado. Dados indicam redução superior a 2.000% no número de registros em comparação com o ano anterior.
De acordo com informações do programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os focos passaram de 172 em 2024 para oito em 2025. A área atingida pelo fogo também diminuiu significativamente, caindo de 9.474 hectares para 64,3 hectares dentro da unidade de conservação.
Estratégia integrada e capacitação de brigadistas
O resultado é atribuído à execução do Plano Integrado de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais 2025, coordenado pelo Governo do Tocantins em parceria com órgãos ambientais, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e municípios da região.
Entre as ações adotadas estão treinamento de brigadistas, aquisição de equipamentos, reforço operacional e contratação de novas equipes para atuação dentro do parque e em áreas de proteção ambiental próximas.
A capacitação foi realizada com apoio de organizações parceiras e incluiu formação em prevenção, controle e combate a incêndios florestais.
Manejo do fogo e projetos ambientais
Outra estratégia destacada foi o Manejo Integrado do Fogo, que realizou queimas controladas para reduzir material combustível e evitar incêndios de grandes proporções.
O projeto Restaura Cantão também foi citado como parte das ações, com contratação de brigadistas, apoio logístico e fortalecimento da prevenção.
Segundo a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, as brigadas seguem atuando em ações educativas junto às comunidades locais para reduzir riscos futuros.
Área estratégica de biodiversidade
Localizado a cerca de 250 quilômetros de Palmas, o Parque Estadual do Cantão reúne mais de 800 lagoas e três grandes rios, além do encontro de biomas como Amazônia, Cerrado e Pantanal, o que torna a região estratégica para conservação ambiental.
O território abrange municípios como Araguacema, Caseara e Pium e é considerado uma das áreas de maior biodiversidade do estado.
Especialistas apontam que a continuidade das políticas de prevenção, monitoramento e educação ambiental é fundamental para manter a redução de queimadas nos próximos anos.

