Redação Planeta Amazônia
O governo de Roraima iniciou uma série de ações voltadas à destinação correta de embalagens de defensivos agrícolas, com foco na redução de riscos ambientais e à saúde no campo. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi), ocorre em parceria com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV) e integra o Sistema Campo Limpo.
O programa atua na logística reversa de embalagens pós-consumo, garantindo que recipientes vazios ou com resíduos químicos sejam recolhidos e destinados de forma segura. A medida é considerada essencial para evitar contaminação ambiental e exposição de trabalhadores rurais a substâncias tóxicas.

Durante as ações em Rorainópolis, o técnico do InpEV, William Platini, destacou os riscos do descarte inadequado. “Há casos em que as embalagens são reutilizadas, inclusive para armazenar água, o que representa um grande risco. Mesmo após a lavagem, resíduos químicos permanecem. Por isso, é fundamental garantir a destinação correta”, alertou.
Segundo ele, quando devolvidas corretamente, as embalagens passam por processos seguros de tratamento e podem ser reaproveitadas de forma controlada, inclusive na fabricação de materiais utilizados na construção civil.
A iniciativa segue um cronograma itinerante ao longo do mês de abril, percorrendo diferentes municípios do estado, como Caroebe, São João da Baliza, Caracaraí, Iracema, Mucajaí, Bonfim, Normandia e Cantá, ampliando o alcance das ações educativas e de recolhimento.
Além da coleta, o programa também promove orientação técnica aos produtores rurais, reforçando práticas seguras no manuseio e descarte de embalagens agrícolas. A estratégia busca fortalecer a consciência ambiental no campo e reduzir impactos decorrentes do uso inadequado de insumos.
A ampliação dessas ações ocorre em um contexto de crescente preocupação com a gestão de resíduos agrícolas, especialmente em regiões de expansão produtiva. Especialistas apontam que a logística reversa é um dos principais instrumentos para mitigar danos ambientais e garantir maior segurança nas cadeias produtivas do agronegócio.
Ao levar o programa para diferentes municípios, o governo estadual aposta na descentralização das ações como forma de ampliar a adesão dos produtores e consolidar práticas sustentáveis no campo.
Cronograma de ações
Ao longo do mês de abril, a programação contempla atendimentos em diversos municípios do Estado.
As atividades começaram em Rorainópolis (regiões de Colina e T do Piauí), na segunda, 6 e terça-feira, 7, e seguem por Caroebe (Entre Rios), na quarta-feira, 8; São João da Baliza (Vicinal São Luizão), na quinta-feira, 9; e São Luiz do Anauá (Vila Moderna), na sexta-feira, 10.
Na sequência, o cronograma inclui Caracaraí (Itã), nos dias 13 e 14; Iracema (Roxinho e Campos Novos), nos dias 15 e 16; e Mucajaí (Vila Nova), no dia 17.
Encerrando as ações, o programa passa por Bonfim (Vilas São Francisco e Nova Esperança), nos dias 22 e 23; Normandia, no dia 24; e Cantá (Vilas do 20 e Félix Pinto), nos dias 27 e 28 de abril.

