Redação Planeta Amazônia
Nessa quarta-feira, 13, o governador do Acre, Gladson Cameli, teve um encontro com o superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Bosco Saraiva, para fortalecer laços institucionais e explorar perspectivas de investimentos na região, que está no mapa de responsabilidades da Suframa, atendendo toda a Amazônia Legal.
Durante a visita, Bosco Saraiva expressou sua gratidão por ser recebido calorosamente pelo governador, um amigo de longa data, e enfatizou a importância de uma maior integração entre o Estado do Acre e a Suframa.

O encontro proporcionou uma oportunidade valiosa para apresentar as diversas possibilidades de investimento na região, incluindo incentivos fiscais para empresas na Amazônia e ações de interiorização executadas por meio de transferência de recursos da União.
“Estamos colocando em prática a integração regional. Estamos no Acre inaugurando uma série de visitas na área de nossa atuação, incentivando a criação e desenvolvimento de institutos que possam acessar os recursos da Lei de Informática, resultando em negócios e geração de emprego e renda. Por isso, fico muito agradecido pelo apoio que o governo do Acre deu a partir do governador para realizarmos esse evento com todo conforto”, conta Bosco.
Além da visita ao governador, a passagem da comitiva liderada pela Suframa realiza em Rio Branco, a 1ª Jornada de Integração Regional e Interiorização do Desenvolvimento, em parceria com o Banco da Amazônia (Basa) e da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). O evento foi criado pela Suframa para disseminar as vantagens de se investir na Zona Franca de Manaus (ZFM) e nas Áreas de Livre Comércio (ALCs), divulgar linhas acessíveis de financiamentos e fomentar o ecossistema de inovação local.
O governador Gladson Cameli sublinhou a relevância da visita, enfatizando que o Acre necessita da presença e da colaboração da Suframa para alcançar seu pleno potencial de desenvolvimento econômico e social. Ele também anunciou sua intenção de visitar a sede da instituição em Manaus em breve para continuar aprofundando as conversas e abrir novas possibilidades de cooperação entre o Acre e a Suframa.
“Este evento se tornou um marco na colaboração entre o Acre e a Suframa, estabelecendo bases sólidas para futuros projetos e investimentos na região. Fico muito feliz por receber o superintendente Bosco e a abertura institucional que ganhamos com isso”, destacou o governador.
Comitiva da Suframa faz visita à sede da Embrapa/Acre
Ainda na tarde de quarta-feira, a Suframa também marcou presença na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Acre, localizada na Rodovia BR-364, quilômetro 14, Rio Branco. No local, o chefe geral da Embrapa Acre, Bruno Pena, acompanhado de pesquisadores, realizou uma apresentação institucional e fez uma visita guiada aos laboratórios.

Entre as pesquisas destacadas, o “Aflafree – Sistema de Descontaminação de Castanha-do-brasil por UV-C Modulada” e o de uso associado de geotecnologias para aumento da eficiência no manejo de florestas tropicais. No caso, inovações tecnológicas como o uso do Sistema de Posicionamento Global (GPS), Sistema de Informação Geográfica (SIG) e Sensoriamento Remoto (SR), para o fornecimento de informações de alta precisão sobre a floresta. Além da inclusão de geotecnologias como o Lidar (Light Detection and Ranging) – sistema de perfilamento a laser que fornece imagens da floresta em 3D – e os drones, ferramentas que utilizam princípios de inteligência artificial (algoritmos), redes neurais e aprendizagem profunda. “Avançamos para o treinamento de algoritmos de inteligência artificial, para tornar essas ferramentas especialistas na realização de inventários florestais totalmente automatizados. Os algoritmos são capazes de identificar e localizar espécies florestais, por sensoriamento remoto, e estimar tanto o volume de madeira como os recursos florestais não madeireiros, podendo ser utilizado para cálculos de crédito de carbono”, explicou Pena.

O superintendente destacou que pesquisas como essas poderiam ser utilizadas no Distrito Agropecuário da Suframa (DAS) e ressaltou o interesse da Suframa em aproximar a Embrapa do Acre com as empresas obrigadas a investir em PD&I. “A Suframa fiscaliza a aplicação dos recursos da Lei de Informática da Amazônia e não pode sugerir que empresas financiem este ou aquele projeto. É claro, entretanto, que entendemos ser uma política de Estado que pesquisas inovadoras desenvolvidas por entidades sérias como a Embrapa Acre se tornem opção mais conhecida das empresas interessadas em investir em projetos com alto potencial de impacto positivo”, salientou Saraiva.