Por Redação Planeta Amazônia
O planeta registrou em fevereiro de 2026 o quinto mês de fevereiro mais quente desde o início das medições globais, segundo dados divulgados pelo programa europeu de observação climática Copernicus, ligado à União Europeia.
De acordo com o relatório, a temperatura média global ficou 1,49 °C acima dos níveis pré-industriais, período anterior à intensificação do uso de combustíveis fósseis que impulsionou as mudanças climáticas. O resultado mantém o planeta próximo do limite de 1,5 °C estabelecido pelo Acordo de Paris como meta para evitar impactos climáticos mais severos.
Os dados apontam que diversas regiões do planeta registraram temperaturas acima da média histórica para o mês. Entre elas estão Estados Unidos, nordeste do Canadá, Oriente Médio, Ásia Central e parte da Antártica Ocidental, além de áreas da Europa Ocidental e Meridional.
Eventos extremos e oceanos mais quentes
O relatório também destaca que a temperatura da superfície dos oceanos foi a segunda mais alta já registrada para um mês de fevereiro, indicando continuidade do aquecimento global dos mares.
Enquanto isso, a extensão do gelo marinho no Ártico atingiu o terceiro menor nível já observado para fevereiro, ficando cerca de 5% abaixo da média histórica para o período.
Os dados climáticos também coincidem com eventos extremos registrados em diferentes regiões. Na Europa Ocidental, por exemplo, chuvas intensas e inundações atingiram países como Espanha e Portugal, além de áreas do Marrocos.
Segundo análise da rede científica World Weather Attribution, as mudanças climáticas provocadas pela ação humana contribuíram para intensificar as chuvas torrenciais que provocaram mortes e deslocaram milhares de pessoas nesses países entre janeiro e fevereiro.
Tendência de aquecimento global
Especialistas apontam que o aumento contínuo das temperaturas globais reflete a intensificação do efeito estufa causada pela emissão de gases provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis.
O monitoramento realizado pelo Copernicus integra uma rede internacional de observação climática que utiliza dados de satélites, estações meteorológicas e modelos científicos para acompanhar a evolução do clima no planeta.
Os resultados reforçam o alerta de cientistas de que o aquecimento global já provoca impactos em diferentes regiões do mundo, com aumento da frequência de eventos extremos, como ondas de calor, tempestades intensas e períodos prolongados de seca.

