Pará avança na elaboração de planos de gestão e amplia participação social em áreas protegidas

Por Redação Planeta Amazônia

O Pará tem avançado na construção e atualização de planos de gestão em unidades de conservação estaduais, com foco na participação social e no fortalecimento da governança ambiental. A iniciativa é conduzida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) e envolve comunidades tradicionais, técnicos e diferentes instituições no ordenamento do território.

Ao longo de 2025, os trabalhos incluíram a realização de 12 oficinas comunitárias, cinco oficinas setoriais e diversas visitas técnicas, alcançando diretamente 13 comunidades e cerca de 420 participantes. O objetivo é garantir que os planos reflitam as realidades locais, os modos de vida tradicionais e as necessidades de uso sustentável dos recursos naturais.

O presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, destacou que o processo fortalece a gestão ambiental no estado. “Estamos fortalecendo a governança ambiental no estado, valorizando o diálogo com as comunidades e garantindo que nossas unidades de conservação tenham instrumentos de gestão modernos, eficazes e socialmente construídos. Esse é um passo fundamental para proteger nossos recursos naturais e promover o desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Entre os destaques, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Vitória de Souzel concentrou o maior volume de atividades, com seis oficinas comunitárias que envolveram oito comunidades e mais de 200 participantes. As discussões abordaram desde o uso sustentável dos recursos até conflitos territoriais e regras de ocupação.

Outras áreas também avançaram no processo, como o Refúgio de Vida Silvestre Tabuleiro do Embaubal e o Monumento Natural Atalaia, que reuniram moradores, especialistas e representantes institucionais para definir diretrizes de gestão. Já na Área de Proteção Ambiental (APA) Ilha do Combu, o plano foi finalizado, aprovado e publicado, após anos de ожидação por parte das comunidades locais.

A analista ambiental Lorena Viana destacou que os processos são marcados por escuta ativa e construção coletiva. “Foram processos marcados por ampla participação social, visitas de campo, levantamentos técnicos e oficinas comunitárias e setoriais. Em 2026, esses planos avançam para as oficinas principais, consolidação dos dados, aprovação e publicação”, explicou.

Durante as etapas participativas, moradores apontaram a necessidade de regras mais claras sobre o uso do território, controle de ocupações irregulares e regulamentação de atividades como a pesca esportiva. Para as comunidades, os planos representam segurança jurídica e organização no uso das áreas protegidas.

Segundo a analista ambiental Kelly Nunes, o avanço demonstra maturidade institucional. “Os números revelam um esforço consistente do Ideflor-Bio em garantir processos participativos qualificados. As oficinas e visitas técnicas permitiram construir planos alinhados à realidade das comunidades e às diretrizes legais, fortalecendo o ordenamento territorial e a conservação da biodiversidade”, afirmou.

O diretor de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação, Ellivelton Carvalho, reforçou o impacto prático da iniciativa. “Quando um plano chega consolidado, aprovado e construído de forma participativa, ele se torna uma ferramenta estratégica. Facilita a tomada de decisão, orienta o uso do território e dá mais segurança tanto para os gestores quanto para as comunidades”, destacou.

O planejamento para 2026 prevê a ampliação das ações, com início de novos planos em unidades como o Refúgio de Vida Silvestre Rios São Benedito e Azul e o Parque Estadual das Árvores Gigantes da Amazônia, indicando a continuidade da política de gestão participativa no estado.

O avanço dos planos de gestão evidencia uma tendência de fortalecimento institucional e de integração entre conservação ambiental e participação social, considerada essencial para garantir a efetividade das políticas públicas na Amazônia.

By emprezaz

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