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O governo do Acre promove, nesta semana, uma programação voltada à valorização dos povos indígenas, com atividades que integram cultura, cidadania e debate institucional. A iniciativa, organizada pela Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), ocorre em Rio Branco e marca as ações alusivas ao Dia dos Povos Originários, celebrado em 19 de abril.
O evento reúne lideranças indígenas, representantes do poder público e organizações da sociedade civil em um espaço de diálogo e construção coletiva de políticas públicas. A proposta busca fortalecer a participação indígena nas decisões institucionais e ampliar a visibilidade das demandas desses povos.
Além das discussões, a programação inclui atividades culturais e ações de cidadania. Ao longo do dia, estão previstas apresentações tradicionais, exposições de artesanato, vivências culturais e atendimentos básicos de saúde, aproximando a população urbana dos saberes e práticas indígenas.

Povo Shawãdawa, festival Kãda Shawã. Foto: Cleiton Lopes/Secom
A secretária da Sepi, Francisca Arara, destacou o caráter integrador do evento. “Preparamos um dia que atravessa gerações e perpassa línguas, cultura e tradição. A intenção é dialogar, debater ideias e firmar nossa voz enquanto história e enquanto resistência”, afirmou.
Segundo ela, há também uma mudança no perfil das mobilizações indígenas, que passam a ocorrer cada vez mais dentro dos próprios territórios. Para a gestora, esse movimento fortalece a autonomia dos povos e reforça a importância da articulação entre instituições e sociedade.
A programação inclui ainda mesas-redondas com temas estratégicos, como segurança alimentar, mudanças climáticas, fortalecimento territorial e direitos indígenas, reunindo diferentes órgãos e especialistas para discutir políticas públicas voltadas ao setor.
A iniciativa integra uma agenda mais ampla de valorização da diversidade cultural e de fortalecimento da identidade indígena no estado, destacando o papel dessas populações na preservação ambiental, na manutenção de saberes tradicionais e na construção de modelos sustentáveis de desenvolvimento.
Especialistas apontam que eventos desse tipo vão além da celebração simbólica, funcionando como espaços estratégicos de articulação política e social, fundamentais para ampliar o protagonismo indígena e garantir a efetividade de políticas públicas.

