Buscas por jovem indígena mobilizam forças de segurança em área rural de Feijó

Redação Planeta Amazônia

Equipes de segurança pública do Acre realizam buscas pelo jovem indígena Lula Kampa de Oliveira, de 22 anos, desaparecido após entrar em um rio na aldeia Nova Floresta, na zona rural de Feijó. A ocorrência foi registrada na tarde do último sábado (2), quando familiares relataram que o jovem entrou na água para tomar banho e não foi mais visto.

A operação é coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), com atuação direta do Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), que mobilizou equipes especializadas e iniciou imediatamente o levantamento de informações para orientar as buscas.

Operação mobiliza equipes especializadas

De acordo com o secretário de Segurança Pública, José Américo Gaia, a prioridade do Estado é garantir todos os recursos necessários para a localização do jovem.

“Sabemos da angústia que uma situação como essa causa […] estamos empenhados em empregar todos os recursos necessários para auxiliar nas buscas”, afirmou.

A operação envolve logística para deslocamento de mergulhadores e equipes de apoio, considerando as dificuldades de acesso à região, marcada por áreas de floresta e rios — características comuns no interior do Acre.

Segundo o comandante do 9º Batalhão de Educação, Proteção e Combate a Incêndio Florestal (9º BEPCIF), José Nilton Barreto Mota, todas as informações disponíveis estão sendo analisadas para acelerar o processo de busca.

“Reunimos relatos e imagens para agilizar o atendimento da ocorrência”, explicou.

Território e desafios operacionais

O caso ocorre em uma região onde o acesso é limitado e depende, em grande parte, de deslocamentos por rios e áreas de mata — fator que aumenta a complexidade das operações de busca.

Municípios como Feijó possuem forte presença de comunidades indígenas e ribeirinhas, muitas vezes localizadas em áreas isoladas, o que exige atuação integrada entre forças de segurança e lideranças locais.

Além disso, a dinâmica dos rios amazônicos — com correntezas, variações de nível e visibilidade reduzida — representa um desafio adicional para operações de resgate e localização.

Apoio às comunidades

As equipes também mantêm articulação com moradores e lideranças da aldeia, que acompanham de perto as buscas e auxiliam na identificação de possíveis pontos onde o jovem possa ser localizado.

O caso evidencia não apenas a mobilização do Estado diante de situações de emergência, mas também a vulnerabilidade de comunidades em áreas remotas, onde fatores ambientais e logísticos podem dificultar respostas rápidas.

As buscas seguem em andamento, com acompanhamento contínuo das equipes e atualização das estratégias conforme as condições do local.

By emprezaz

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