Redação Planeta Amazônia
Com a intensificação da estiagem no Tocantins, o risco de incêndios florestais aumenta significativamente em todo o estado. A combinação entre baixa umidade do ar, temperaturas elevadas, ventos intensos e vegetação ressecada cria um ambiente propício para que pequenos focos de calor se transformem rapidamente em incêndios de grandes proporções. Diante desse cenário, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) reforçou o alerta para que a população adote medidas preventivas e evite práticas que possam provocar queimadas.
Segundo o órgão ambiental, além dos danos causados aos ecossistemas, os incêndios florestais representam riscos à saúde da população, comprometem atividades econômicas e aumentam a pressão sobre as equipes responsáveis pelo combate ao fogo. A prevenção, portanto, é considerada a principal estratégia para reduzir a ocorrência de novos focos durante os meses mais críticos da seca.
Queima de lixo e fogueiras estão entre as principais causas de incêndios
O Naturatins orienta que práticas comuns durante a estiagem devem ser evitadas. Queimar lixo doméstico, folhas secas, galhos e restos de poda pode dar origem a incêndios difíceis de controlar, especialmente quando há ventos fortes e vegetação seca.
Outra recomendação é não acender fogueiras em áreas de vegetação, inclusive em locais utilizados para acampamentos. Mesmo após aparentemente apagadas, brasas podem permanecer aquecidas por horas e provocar novos focos de incêndio.
O órgão também alerta para o descarte inadequado de bitucas de cigarro às margens de rodovias. Uma bituca ainda quente pode incendiar a vegetação seca e iniciar queimadas que rapidamente se espalham por grandes áreas.
Comunicação rápida pode evitar grandes incêndios
Outra orientação considerada essencial é comunicar imediatamente qualquer foco de incêndio ou queimada irregular às autoridades competentes.
De acordo com o Naturatins, quanto mais cedo as equipes especializadas forem acionadas, maiores são as chances de controlar as chamas antes que elas atinjam grandes proporções. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros Militar pode ser acionado pelo telefone 193.
Autorizações para queima controlada seguem suspensas
Como medida preventiva, permanecem suspensas até 31 de outubro tanto a emissão de novas Autorizações Ambientais de Queima Controlada (AQCs) quanto as autorizações já concedidas.
A suspensão foi determinada pela Portaria nº 190/2026, do Naturatins, diante do aumento do risco de incêndios durante o período de estiagem, quando a vegetação típica do Cerrado apresenta maior suscetibilidade ao fogo.
A restrição não se aplica às ações de prevenção e combate ao fogo realizadas em Unidades de Conservação, nem às atividades educacionais e à agricultura de subsistência desenvolvida por comunidades indígenas e tradicionais, conforme previsto na norma.
Incêndios afetam biodiversidade, saúde e economia
Além da destruição da fauna e da flora, os incêndios florestais provocam prejuízos à produção agropecuária, comprometem áreas protegidas e geram impactos diretos à saúde da população.
A fumaça reduz a qualidade do ar e pode agravar doenças respiratórias, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares. Nas rodovias, a diminuição da visibilidade causada pela fumaça também eleva o risco de acidentes de trânsito.
Os efeitos ambientais também incluem perda de biodiversidade, degradação do solo, redução da qualidade dos recursos hídricos e aumento das emissões de gases de efeito estufa, fatores que agravam os impactos das mudanças climáticas.
Prevenção depende da participação da população
O Naturatins reforça que o enfrentamento aos incêndios florestais depende da colaboração da sociedade. Evitar queimadas, respeitar a suspensão das autorizações ambientais e comunicar rapidamente qualquer foco de incêndio são medidas que contribuem para proteger o meio ambiente, reduzir prejuízos econômicos e preservar a saúde da população durante o período mais seco do ano.

