Acre registra 50 focos de queimadas em apenas 48 horas e entra em alerta para período mais crítico do ano

O Acre registrou 50 focos de queimadas em apenas 48 horas, entre os dias 26 e 27 de agosto, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número chama atenção em meio à aproximação de setembro, mês que historicamente concentra a maior quantidade de ocorrências no estado.

No levantamento nacional referente aos dois dias, o Acre ocupou a 11ª posição entre os estados com maior número de focos registrados.

O Pará liderou o ranking, com 434 ocorrências, seguido por Mato Grosso, com 279, Amazonas, com 185, e Tocantins, com 176.

Embora o Acre permaneça distante dos estados que lideram os registros no país, a concentração de 50 focos em apenas dois dias reforça a atenção para o comportamento das queimadas nas próximas semanas.

Registros aumentaram nos últimos dias

Os dados recentes mostram uma aceleração das ocorrências no Acre ao longo da segunda quinzena de agosto.

Entre os dias 20 e 21, haviam sido identificados 16 focos de incêndio em 48 horas. Já nos dias 22 e 23, o número subiu para 39 ocorrências em dois dias.

Agora, entre os dias 26 e 27 de agosto, foram contabilizados 50 focos.

Os diferentes recortes não devem ser simplesmente somados, já que representam períodos específicos de monitoramento, mas demonstram uma sequência de registros elevados durante a segunda metade do mês.

Agosto e setembro concentram queimadas no Acre

A evolução das ocorrências ganha relevância diante do comportamento histórico das queimadas no estado.

A série do Programa Queimadas do Inpe, iniciada em 1998, indica que agosto e setembro são tradicionalmente os meses com maior concentração de focos no Acre.

A média histórica de agosto é de 1.761 focos, enquanto setembro apresenta média de 3.280 ocorrências, o maior índice mensal da série.

O período coincide com a época mais seca do ano no estado, quando as condições favorecem a propagação do fogo e aumentam a necessidade de acompanhamento das ocorrências.

Por isso, mesmo diante de um acumulado anual inferior ao observado em períodos mais críticos, a evolução dos focos nas próximas semanas será determinante para o balanço de 2026.

Acre ocupa 11ª posição no país

No levantamento referente aos dias 26 e 27, o Acre apareceu na 11ª posição nacional.

O Pará, com 434 focos, registrou mais de oito vezes o número contabilizado no território acreano. Mato Grosso e Amazonas também apresentaram volumes significativamente maiores, com 279 e 185 ocorrências, respectivamente.

Os números são obtidos por meio do monitoramento por satélite realizado pelo Inpe, que acompanha focos de calor em todo o território brasileiro.

O sistema é uma das principais ferramentas utilizadas para acompanhar a evolução das queimadas e subsidiar ações de prevenção, fiscalização e combate ao fogo.

Cenário ainda é melhor que em anos críticos

Apesar da concentração recente de focos, os números apresentados pelo monitoramento permanecem abaixo dos registrados no mesmo período de alguns anos anteriores.

De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta-feira (28), o Acre havia contabilizado 575 focos em 2025, considerando o período comparável. Em 2024, foram 2.280 ocorrências; em 2023, 1.387; e, em 2022, 2.521 focos.

Os dados mostram que o cenário atual permanece distante dos anos de maior pressão do fogo sobre o território acreano.

Ainda assim, o avanço observado na segunda metade de agosto exige atenção, sobretudo porque o estado está entrando justamente no mês que historicamente registra o maior número de queimadas.

O comportamento de setembro será decisivo para determinar se o Acre conseguirá manter em 2026 um cenário de redução ou se a intensificação recente dos focos poderá alterar essa tendência.

By emprezaz

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