Feiras de ciências em Roraima reúnem 503 projetos de estudantes e valorizam saberes indígenas

Eventos serão realizados nos dias 26 e 27 de novembro, em Boa Vista, com trabalhos de escolas de diferentes municípios, palestras, oficinas e atividades culturais.

Roraima se prepara para receber uma das principais iniciativas de incentivo à pesquisa e à produção científica na educação básica do estado. Nos dias 26 e 27 de novembro, o Parque Anauá, em Boa Vista, será palco da 32ª Feira Estadual de Ciências de Roraima (Fecirr) e da 2ª Feira Estadual Indígena de Ciências (Fecind), que, juntas, receberam 503 projetos inscritos para a edição de 2026.

Os eventos reunirão trabalhos desenvolvidos por estudantes de diferentes regiões e etapas de ensino, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e a valorização da iniciação científica nas escolas.

Do total de inscrições, 395 projetos foram cadastrados na Fecirr e 108 na Fecind, iniciativa dedicada à valorização da produção científica e dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas.

A organização é coordenada pela Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seed), por meio da Coordenação de Iniciação Científica do Centro Estadual de Formação dos Profissionais da Educação de Roraima (Ceforr).

Além da exposição e avaliação dos projetos, a programação contará com palestras, oficinas, atividades de divulgação científica e atrações culturais locais.

Boa Vista concentra 66,4% dos projetos inscritos

O levantamento apresentado pela organização mostra que a capital roraimense concentra a maior parte dos trabalhos cadastrados.

Dos 503 projetos inscritos, 334 são de escolas de Boa Vista, correspondendo a 66,4% do total.

Os outros 169 trabalhos estão distribuídos entre instituições de ensino de diferentes municípios do estado, demonstrando a participação de estudantes de outras regiões de Roraima.

A distribuição também evidencia a importância de ampliar a presença das escolas do interior nas próximas edições.

A participação de instituições de diferentes localidades permite que os eventos apresentem pesquisas relacionadas a realidades sociais, culturais e ambientais diversas.

Ao reunir estudantes da capital e do interior, as feiras criam oportunidades para a troca de experiências e para a apresentação de soluções desenvolvidas no ambiente escolar.

Ensino Médio e Fundamental lideram inscrições

Na 32ª Feira Estadual de Ciências de Roraima, o Ensino Médio reúne 171 projetos, o equivalente a 43,3% das inscrições.

Em seguida aparecem os Anos Finais do Ensino Fundamental, com 167 trabalhos.

Juntas, essas duas etapas representam 85,6% dos projetos cadastrados na Fecirr.

Na Feira Estadual Indígena de Ciências, a maior participação é dos Anos Finais do Ensino Fundamental, com 47 projetos, seguidos pelo Ensino Médio, com 41.

As duas etapas correspondem a 81,5% das inscrições na Fecind.

Os números demonstram o envolvimento de estudantes de diferentes faixas escolares em atividades de investigação, experimentação e produção de conhecimento.

As feiras também oferecem aos participantes a oportunidade de desenvolver habilidades relacionadas à observação, à formulação de hipóteses e à apresentação de resultados.

Essas experiências podem contribuir para aproximar os conteúdos trabalhados em sala de aula dos problemas e desafios encontrados pelas comunidades.

Feira indígena destaca conhecimentos tradicionais

A realização da segunda edição da Feira Estadual Indígena de Ciências representa um espaço específico para a apresentação de pesquisas e conhecimentos produzidos por estudantes indígenas de Roraima.

A iniciativa busca reconhecer a importância dos saberes tradicionais e promover sua valorização no ambiente educacional.

Para a coordenadora das duas feiras, Joselma Pedrosa da Silva, a quantidade de inscrições demonstra o envolvimento das instituições de ensino com a pesquisa e a diversidade de conhecimentos presentes no estado.

“Na edição de 2026, temos mais de 500 projetos participantes, distribuídos entre a Fecirr, a Fecind e instituições de ensino superior convidadas. As feiras promovem o protagonismo estudantil e valorizam tanto a produção científica quanto os saberes tradicionais dos povos indígenas de Roraima”, destacou.

A presença de trabalhos indígenas também amplia as possibilidades de diálogo entre diferentes formas de conhecimento.

Ao reconhecer as experiências e os saberes produzidos nas comunidades, a iniciativa contribui para fortalecer a participação dos estudantes indígenas nas atividades de pesquisa e divulgação científica.

Organização prepara estrutura para receber estudantes

A preparação dos eventos envolve a montagem dos espaços de exposição, a distribuição dos estandes e o credenciamento dos participantes.

Segundo a organização, a estrutura também contará com planejamento de alimentação, alojamento, segurança e acessibilidade para as escolas participantes.

As medidas buscam garantir condições adequadas para a realização das atividades e para o deslocamento das instituições envolvidas.

A participação das escolas estaduais integra o planejamento logístico, considerando a necessidade de receber estudantes e professores de diferentes regiões.

Além dos trabalhos apresentados nos estandes, os participantes poderão acompanhar palestras e oficinas voltadas à divulgação científica.

A programação também incluirá atrações culturais locais, ampliando a integração entre educação, ciência e manifestações culturais de Roraima.

A cerimônia de premiação está prevista para o dia 27 de novembro, a partir das 17h30.

Escola de Boa Vista apresentará oito projetos científicos

Entre as instituições participantes está a Escola Estadual Major Alcides Rodrigues dos Santos, localizada em Boa Vista.

A unidade de ensino levará oito projetos científicos à 32ª Fecirr, desenvolvidos ao longo do ano letivo.

Dezesseis estudantes estão diretamente envolvidos na apresentação dos trabalhos, que também alcançaram mais de 200 alunos por meio das atividades realizadas pelas turmas.

Dos oito projetos, seis são orientados pelo professor de Matemática Reildo Cerdeira e integram o programa Ciência na Escola, desenvolvido pelo Governo de Roraima em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Os outros dois trabalhos são orientados pelo professor Bruno Pereira.

A participação da escola demonstra como as atividades de iniciação científica podem ser incorporadas à rotina escolar, envolvendo estudantes e professores na construção de projetos.

Para Reildo Cerdeira, a feira representa uma oportunidade de apresentar os resultados das pesquisas desenvolvidas pelos alunos.

“Participar mais uma vez da Fecirr é uma oportunidade muito valiosa para apresentar o que os alunos produziram durante todo o ano. É um evento de iniciação científica muito importante, que incentiva os estudantes a pesquisar, desenvolver ideias e compartilhar conhecimentos”, afirmou.

Iniciação científica fortalece aprendizagem nas escolas

A realização das feiras estaduais de ciências representa uma oportunidade para estimular o interesse dos estudantes pela investigação científica desde a educação básica.

Ao desenvolver projetos, os alunos podem colocar em prática conhecimentos adquiridos em sala de aula, exercitar o pensamento crítico e buscar respostas para questões relacionadas às suas realidades.

A participação em eventos científicos também favorece o desenvolvimento de habilidades de comunicação, trabalho em equipe e organização de informações.

Em Roraima, a realização conjunta da Fecirr e da Fecind amplia esse espaço de aprendizagem ao incorporar a valorização dos conhecimentos tradicionais indígenas.

A expectativa da organização é reunir trabalhos que demonstrem a diversidade da produção científica nas escolas e incentivem a continuidade das atividades de pesquisa.

Com 503 projetos inscritos, as feiras de 2026 reforçam a presença da iniciação científica na educação roraimense e oferecem aos estudantes a oportunidade de compartilhar experiências e conhecimentos.

Os eventos acontecem nos dias 26 e 27 de novembro, no Parque Anauá, em Boa Vista, com programação de exposição científica, oficinas, palestras, atividades culturais e premiação.

By emprezaz

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