Acre apresenta estratégias de conservação florestal e combate aos impactos do El Niño na Semana do Clima de Londres

Redação Planeta Amazônia

O Governo do Acre participou da Semana do Clima de Londres, realizada entre os dias 22 e 25 de junho, levando ao cenário internacional experiências voltadas à conservação das florestas, ao enfrentamento dos impactos do El Niño e ao fortalecimento de mecanismos de financiamento climático. Considerado um dos principais encontros mundiais sobre mudanças climáticas, o evento reuniu representantes de governos, organismos internacionais, investidores, pesquisadores e organizações ambientais para discutir soluções voltadas à transição para uma economia de baixo carbono e à implementação da agenda climática global.

Representando a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), participaram da programação o secretário Leonardo Carvalho e a assessora superior executiva Silvia Uszacki. Durante os debates, a delegação acreana apresentou iniciativas desenvolvidas pelo estado nas áreas de conservação florestal, adaptação às mudanças climáticas e fortalecimento da governança ambiental.

Entre os destaques esteve a participação no painel “EUDR e a China: gerando sinais positivos de mercado para as cadeias de suprimentos livres de desmatamento e conversão florestal”, promovido pela Accountability Framework Initiative (AFi), pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e pela Rainforest Foundation Norway (RFN). O debate discutiu mecanismos para ampliar mercados sustentáveis e fortalecer cadeias produtivas livres de desmatamento.

Plataforma Selo Verde foi apresentada como referência

Durante o encontro, Leonardo Carvalho apresentou a Plataforma Selo Verde Acre, ferramenta desenvolvida em parceria com o Centro de Inteligência Territorial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). O sistema integra bases de dados oficiais, imagens de satélite e tecnologias de geoprocessamento para monitorar imóveis rurais e oferecer maior transparência às cadeias produtivas do estado.

Segundo o governo acreano, a plataforma fortalece a rastreabilidade da produção agropecuária e atende às exigências de mercados internacionais cada vez mais rigorosos em relação à origem sustentável dos produtos.

Acre compartilha ações contra secas e incêndios florestais

A agenda internacional também incluiu o painel “A Amazônia e o El Niño – uma tempestade de fogo em 2026”, promovido pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e pela Universidade de Oxford.

No encontro, o secretário Leonardo Carvalho apresentou as estratégias adotadas pelo Acre para enfrentar os efeitos das secas severas intensificadas pelo fenômeno climático, destacando o monitoramento climático permanente, o Programa de Brigadistas Comunitários e o uso de tecnologias voltadas à prevenção e ao combate aos incêndios florestais.

“O Acre tem desenvolvido soluções concretas para conciliar conservação das florestas, desenvolvimento sustentável e enfrentamento às mudanças climáticas”, afirmou o secretário durante o evento.

Mercado de carbono e financiamento climático

A programação também contou com um painel promovido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pela Coalizão de Mercado Voluntário de Carbono (VCM+ Collaborative), dedicado às salvaguardas socioambientais e à integridade dos mercados de carbono.

As discussões abordaram mecanismos para ampliar a transparência dos projetos de créditos de carbono e garantir que iniciativas de financiamento climático gerem benefícios ambientais e sociais para comunidades locais.

Além disso, a delegação acreana participou de encontros com representantes de governos subnacionais e organismos internacionais para discutir infraestrutura resiliente, adaptação climática, transição energética e ampliação do acesso a recursos destinados ao enfrentamento das mudanças climáticas.

Amazônia ganha protagonismo no debate climático

A participação do Acre ocorre em um momento de crescente atenção internacional sobre a Amazônia, considerada estratégica para o equilíbrio climático global. A intensificação das secas, dos incêndios florestais e dos eventos extremos tem impulsionado o debate sobre políticas de adaptação, conservação e financiamento climático.

Ao apresentar experiências voltadas ao monitoramento ambiental, à rastreabilidade das cadeias produtivas e ao fortalecimento da resiliência diante do El Niño, o estado busca consolidar sua posição como uma das referências brasileiras na implementação de políticas públicas voltadas à conservação florestal e ao desenvolvimento sustentável.

By emprezaz

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