Redação Planeta Amazônia
O Governo do Amapá iniciou a fase de consulta pública do Plano Estadual de Cultura, documento estratégico que deve orientar as políticas culturais no estado pelos próximos dez anos. A minuta foi construída a partir de um amplo processo de escuta e diálogo com diferentes segmentos da sociedade.
A elaboração do plano envolveu reuniões, encontros e consultas em diversas regiões, incluindo territórios indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas. O objetivo foi garantir que o documento refletisse a diversidade cultural do estado e incorporasse demandas reais dos agentes culturais locais.
O resultado desse processo é um plano estruturado em 10 diretrizes, 6 eixos transversais e 30 ações, que buscam organizar e fortalecer o setor cultural de forma integrada. Agora, a proposta segue aberta à contribuição da sociedade antes de ser encaminhada para análise legislativa.
A secretária de Cultura, Clicia Di Miceli, destacou o caráter histórico da iniciativa. “Este é um momento histórico para a cultura do Amapá. Após mais de uma década de tentativas, conseguimos consolidar um plano construído com diálogo, escuta e participação social. Percorremos municípios, ouvimos artistas e fazedores de cultura e garantimos que este documento represente, de fato, a diversidade cultural do nosso estado”, afirmou.

A consulta pública permite que qualquer cidadão envie sugestões para aprimorar o documento, ampliando a participação social na construção da política cultural. As contribuições podem ser enviadas até o dia 9 de maio de 2026, por meio de canais digitais disponibilizados pelo governo.
Após essa etapa, o plano será ajustado e encaminhado à Assembleia Legislativa. Se aprovado, será sancionado pelo governo estadual, consolidando-se como marco legal para o fortalecimento das políticas culturais no Amapá.
A iniciativa reflete uma tendência crescente de institucionalização das políticas culturais com base em planejamento de longo prazo e participação social. Nesse contexto, o plano não apenas organiza o setor, mas também estabelece diretrizes para financiamento, valorização da diversidade e acesso à cultura em todo o estado.

