Por Redação Planeta Amazônia
Projetos sociais desenvolvidos pela indústria de energia têm contribuído para transformar realidades socioeconômicas em regiões onde o setor atua, com impactos diretos na geração de renda, na inclusão produtiva e no fortalecimento do desenvolvimento regional. Um dos exemplos é a atuação da Eneva, operadora privada de gás natural, que mantém iniciativas estruturadas nas áreas de bioeconomia, educação, empregabilidade e empoderamento feminino.
Segundo dados apresentados pela empresa em seu Relato Integrado 2024, os projetos estão concentrados em três eixos estratégicos: promoção da bioeconomia, fortalecimento da educação e inserção no mercado de trabalho, além de ações voltadas à autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade social.
Bioeconomia e agricultura familiar
No eixo da bioeconomia, destacam-se os polos agrícolas HortCanaã e Nova Demanda, implantados no Maranhão. As iniciativas oferecem capacitação técnica e apoio à produção de alimentos por agricultores familiares. De acordo com a empresa, os projetos já resultaram na produção de mais de 4,2 mil toneladas de alimentos e em um aumento médio de 225% na renda das famílias envolvidas.
Outra frente é o programa Raízes de Valor, desenvolvido nos municípios de Silves e Itapiranga, no Amazonas, que incentiva sistemas agroflorestais familiares com cultivo de café, hortaliças, frutíferas e meliponicultura. Desde 2024, o projeto contabiliza R$ 3,6 milhões em investimentos, envolvendo mais de 90 agricultores familiares.
Geração de emprego e economia local
A atuação social também se reflete no fortalecimento das economias locais. Em 2024, 73% da força de trabalho da Eneva foi contratada regionalmente, segundo a companhia. Além disso, foram destinados R$ 206,4 milhões à compra de insumos e serviços de fornecedores locais, o equivalente a 21% do orçamento total de aquisições.
Em municípios do Amazonas onde a empresa opera, como Silves e Itapiranga, dados apresentados indicam aumento do salário médio formal, passando de 1,7 para 2,5 salários mínimos nos últimos anos.
Empoderamento feminino e educação
No campo do empoderamento feminino, o programa Elas Empreendedoras tem como foco a capacitação de mulheres para o empreendedorismo e a inclusão financeira. Até 2024, foram investidos R$ 3,5 milhões, beneficiando 540 famílias. Segundo a empresa, cerca de 90% das participantes superaram a condição de extrema pobreza após a entrada no programa.
As ações se articulam ainda com iniciativas educacionais, como programas de alfabetização de jovens e adultos no Amazonas e no Maranhão, que somaram R$ 2,3 milhões em investimentos, alcançando 18 escolas e 760 alunos formados.
Metas de longo prazo
A empresa afirma que os projetos estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e integram sua estratégia ESG. Entre as metas de longo prazo estão ampliar o número de mulheres beneficiadas, fortalecer a capacitação da mão de obra local e expandir sistemas agroflorestais até 2030, com impacto econômico mensurável nas comunidades atendidas.

