Feira em Palmas reúne artesãs indígenas e quilombolas e fortalece economia cultural no Tocantins

Redação Planeta Amazônia

A 2ª Feira Cultural de Artesanato Mulheres Empreendedoras da Amazônia, realizada em Palmas, reúne artesãs indígenas e quilombolas em uma iniciativa que conecta cultura, geração de renda e fortalecimento da economia sustentável no Tocantins. O evento ocorre no hall da Assembleia Legislativa (Aleto) e integra ações voltadas à valorização dos povos originários e tradicionais.

Promovida com apoio do Governo do Estado, por meio das secretarias de Cultura e dos Povos Originários e Tradicionais, a feira reúne representantes de diferentes etnias indígenas — como Xerente, Javaé, Canela, Krahô-Kanela e Apinajé — além de comunidades quilombolas, evidenciando a diversidade sociocultural do estado.

O objetivo central da ação é valorizar a cultura e fortalecer a economia sustentável a partir da produção artesanal desenvolvida nos próprios territórios.

Cultura como expressão econômica

Mais do que peças decorativas, os produtos expostos representam a identidade cultural e os modos de vida dessas comunidades. Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amélio Cayres, o artesanato vai além do aspecto comercial.

“Mais do que peças artesanais, os produtos expostos representam a expressão viva dos povos originários do Tocantins”, afirmou.

A feira também se insere em um movimento mais amplo de valorização da bioeconomia, ao transformar saberes tradicionais em fonte de renda e autonomia econômica, especialmente para mulheres indígenas e quilombolas.

Protagonismo feminino e autonomia

O protagonismo das mulheres é um dos eixos centrais da iniciativa. A proposta busca fortalecer a autonomia econômica feminina a partir da comercialização de produtos artesanais e da ampliação do acesso a mercados.

Segundo o secretário dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente, a atuação do governo está voltada à valorização contínua dessas comunidades.
“Apoiamos e incentivamos ações que promovem a cultura, a autonomia e o protagonismo dessas comunidades”, destacou.

A feira também oferece oportunidades de formalização da atividade artesanal, como o cadastramento para emissão da Carteira Nacional do Artesão, ampliando o reconhecimento institucional do setor.

Programação cultural e diversidade

Além da comercialização dos produtos, a programação inclui apresentações culturais que reforçam a identidade dos povos participantes.

O público pode acompanhar manifestações como danças indígenas, cânticos tradicionais, pinturas corporais e apresentações musicais.

Entre as atrações estão artistas regionais como Missim da Viola do Buriti, Arnon Ribeiro e Núbia Dourado, além de desfiles com peças produzidas pelas artesãs, incluindo itens confeccionados com capim-dourado.

Cultura, território e desenvolvimento

A realização da feira evidencia um movimento crescente na Amazônia: a valorização da cultura tradicional como base para modelos econômicos sustentáveis.

Ao promover o encontro entre diferentes povos e aproximar o público urbano dessas produções, o evento também atua como ferramenta de visibilidade e fortalecimento das identidades culturais.

Nesse contexto, o artesanato deixa de ser apenas expressão cultural e passa a ocupar um papel estratégico na geração de renda, na preservação de saberes ancestrais e na construção de alternativas econômicas alinhadas à sustentabilidade.

By emprezaz

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