O Governo do Tocantins premiou os projetos vencedores da primeira edição do Faptgulhas – Hackamarh Hackathon, iniciativa que reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas para desenvolver soluções voltadas aos desafios ambientais enfrentados pelo estado. A competição distribuiu R$ 30 mil em premiações e integra a estratégia estadual de fortalecimento das políticas de sustentabilidade, inovação e economia de baixo carbono.
Realizado em Palmas, o evento foi promovido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) em parceria com a Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). A iniciativa também contou com apoio da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), da Agência de Tecnologia da Informação (ATI), do Sebrae e da Conservação Internacional Brasil (CI Brasil).
Durante 48 horas de imersão, dez equipes multidisciplinares desenvolveram propostas voltadas a dois eixos estratégicos: acesso ao financiamento e gestão de impacto dentro do Programa Jurisdicional de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (JREDD+) e ações de restauração ecológica e monitoramento de áreas degradadas.
Tecnologia a serviço da agenda ambiental
Na abertura do evento, o secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, destacou o avanço da política ambiental tocantinense e ressaltou que o estado está próximo de alcançar a certificação de créditos de carbono, processo considerado pioneiro em nível mundial. Segundo ele, a conquista poderá atrair recursos capazes de fortalecer programas ambientais e ampliar investimentos em conservação.
O secretário também afirmou que o Hackamarh representa uma oportunidade de aproximar tecnologia e sustentabilidade, incentivando a criação de soluções capazes de responder a desafios ambientais concretos. De acordo com Marcello Lelis, o governo pretende buscar mecanismos para incubar e desenvolver as ideias apresentadas durante a competição, transformando projetos acadêmicos em ferramentas aplicáveis à gestão pública.
Representando o reitor da Unitins, Ana Flávia destacou o papel da universidade na produção de conhecimento voltado à solução de problemas reais. Segundo ela, iniciativas que conectam inovação, tecnologia e sustentabilidade fortalecem a formação acadêmica e contribuem para o desenvolvimento de soluções com impacto social e ambiental.
Soluções para desafios ambientais
A maratona foi criada com o objetivo de estimular o desenvolvimento de tecnologias voltadas à gestão ambiental orientada por dados, à recuperação de áreas degradadas e ao fortalecimento das políticas climáticas do estado. A proposta acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde governos têm buscado integrar inovação tecnológica às estratégias de preservação ambiental e redução das emissões de gases de efeito estufa.
Especialistas apontam que iniciativas desse tipo ajudam a aproximar universidades, setor público e empreendedores, criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de soluções capazes de melhorar o monitoramento ambiental, ampliar a eficiência das políticas públicas e fortalecer mercados ligados à sustentabilidade.
Inovação como ferramenta de desenvolvimento
Além da premiação financeira, o Hackamarh abriu espaço para que os participantes apresentassem soluções com potencial de aplicação prática no Tocantins. A expectativa do governo estadual é que parte das propostas evolua para programas de incubação e aceleração tecnológica, ampliando as possibilidades de implementação das ideias desenvolvidas durante a competição.
A iniciativa reforça o posicionamento do Tocantins como um dos estados que vêm apostando na inovação para enfrentar desafios ligados à preservação dos recursos naturais, ao mercado de carbono e ao desenvolvimento sustentável. Ao unir tecnologia, pesquisa e gestão ambiental, o Hackamarh busca criar alternativas capazes de gerar impactos positivos tanto para a economia quanto para a conservação ambiental.

