Redaçao Planeta Amazônia
O Acre registrou crescimento de 5,6% na área plantada em apenas um ano, passando de 62.804 para 66.325 hectares, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço coloca o estado acima da média nacional e entre os destaques da Região Norte em expansão agrícola.
Ao mesmo tempo, os indicadores apontam para uma redução no desmatamento durante o período florestal de 2024–2025, sinalizando um movimento de conciliação entre crescimento produtivo e preservação ambiental.

Ao mesmo tempo em que houve avanço do agronegócio no estado, os indicadores mostram que o Acre apresentou resultados positivos no controle do desmatamento no ano florestal de 2024–2025. Foto: cedida
Segundo o secretário estadual de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, o resultado reflete uma mudança na lógica de desenvolvimento. “Nosso papel é mostrar que é possível aumentar a produção […] e viver em harmonia com esses dois mundos”, afirmou. Ele destacou ainda que houve crescimento da atividade agrícola e da pecuária, acompanhado da redução das áreas desmatadas e dos focos de incêndio.

Os dados também indicam aumento na produção agrícola, com estimativa de 204 mil toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 — crescimento de 9,2% em relação ao ano anterior.
A secretária de Agricultura, Temyllis Silva, atribui o desempenho ao apoio técnico e institucional oferecido aos produtores. “Nada disso seria possível sem a resiliência dos produtores rurais, que enfrentam os desafios climáticos com apoio técnico, insumos, mecanização e bons projetos”, afirmou.
Entre os principais produtos do estado estão mandioca, milho, banana e soja, evidenciando a diversificação da produção e o fortalecimento do setor primário, conforme detalhado na página 3 do material.
No campo ambiental, o estado também tem reforçado a governança com ações integradas. A criação do Sistema Integrado de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (SIMAMC) e o lançamento da Operação Amburana ampliaram a fiscalização e o combate ao desmatamento ilegal, com atuação baseada em dados de satélite e operações em campo.

Governo tem trabalhado em capacitação e entrega de insumos para expandir o setor. Foto: Marcos
A operação mobiliza equipes ambientais e de segurança para atuar em áreas críticas, incluindo regiões de difícil acesso, consolidando uma estratégia de monitoramento contínuo e resposta rápida a ilícitos ambientais.
O cenário reflete uma tendência mais ampla no debate sobre desenvolvimento na Amazônia: a busca por modelos produtivos que aumentem a eficiência e o valor agregado sem pressionar a floresta. Especialistas apontam que o desafio agora será manter esse equilíbrio no longo prazo, garantindo que o crescimento econômico continue alinhado à conservação ambiental.

