Redaçao Planeta Amazônia
A Prefeitura de Rio Branco decretou situação de emergência em 15 bairros da capital após as fortes enxurradas registradas nos últimos dias. A medida foi anunciada pelo prefeito Alysson Bestene e busca agilizar ações de assistência e recuperação para as famílias afetadas.
A decisão permite acelerar processos administrativos e ampliar a capacidade de resposta do município diante dos danos causados pelas chuvas, que atingiram principalmente áreas da Baixada da Sobral.
Durante coletiva, o prefeito destacou a urgência das ações. “Estamos decretando a situação de emergência em 15 bairros devido às enxurradas […] garantindo assistência às famílias afetadas, com limpeza, cestas básicas e cadastramento”, afirmou.

Além do decreto, a gestão municipal anunciou a criação do Benefício Emergencial Municipal (BEM), um auxílio financeiro destinado às famílias que tiveram perdas materiais. Segundo Bestene, o recurso deve ajudar na reposição de itens essenciais.
O secretário de Finanças, Wilson Lima, informou que os pagamentos serão feitos diretamente nas contas bancárias dos beneficiários, após o levantamento das perdas. “O objetivo é realizar os pagamentos o mais rápido possível”, destacou.

A Defesa Civil Municipal, coordenada por Cláudio Falcão, está à frente das operações emergenciais. Segundo ele, o decreto permite ampliar a atuação das equipes. “O decreto facilita o nosso trabalho, permitindo uma resposta mais rápida e eficiente para atender as famílias afetadas”, afirmou.

A medida também autoriza ações de infraestrutura sem necessidade de licitação, além do uso de propriedades privadas em situações emergenciais e início de processos de desapropriação em áreas de risco.
Ao todo, bairros como Sobral, Bahia Velha, João Paulo, Plácido de Castro e Cidade Nova estão entre os mais afetados. A mobilização envolve diferentes secretarias municipais e voluntários, em uma operação integrada para minimizar os impactos das chuvas.
A gestão municipal também sinaliza que, além da resposta imediata, será necessário avançar em soluções estruturais de longo prazo para reduzir a vulnerabilidade da região a eventos extremos, como melhorias em drenagem urbana e reordenamento territorial.

