A exploração madeireira no Acre registrou uma redução de 49% entre agosto de 2023 e julho de 2024, em comparação com o período anterior, segundo dados do Sistema de Monitoramento da Exploração Madeireira (Simex), desenvolvido pelo Imazon.
No período analisado, cerca de 5,3 mil hectares foram mapeados com atividade madeireira. Um dos principais destaques do levantamento é que toda a exploração ocorreu em áreas autorizadas, indicando avanço no controle e na regularização do setor.

Esse cenário reforça a eficácia das políticas públicas e dos mecanismos de monitoramento, que têm contribuído para reduzir práticas ilegais e aumentar a conformidade ambiental.
A atividade se concentrou majoritariamente em imóveis rurais privados regularizados, sem registros em terras indígenas ou unidades de conservação, o que evidencia uma mudança no padrão de ocupação e uso dos recursos florestais no estado.
Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, os resultados refletem o fortalecimento da governança ambiental. “A redução de 49% na exploração madeireira […] demonstra que o Acre está avançando de forma concreta na qualificação do licenciamento ambiental e o manejo sustentável”, afirmou.

Secretário estadual do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho. Foto: Diego Gurgel/Secom
Foto: Diego Gurgel/Secom
Ele também destacou que o estado tem investido em regularização ambiental e acesso ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), buscando criar um ambiente de segurança jurídica para produtores que atuam dentro da legalidade.
Já o presidente do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), André Hassem, atribuiu o resultado ao fortalecimento da fiscalização. “O avanço dos processos de licenciamento e monitoramento tem gerado resultados concretos na proteção dos nossos recursos florestais”, afirmou.

Presidente do Imac, André Hassem. Foto: José Caminha/Secom
Além da redução na exploração madeireira, os dados também dialogam com indicadores mais amplos de controle ambiental. Informações do Prodes indicam que o estado ficou abaixo da meta projetada de desmatamento, com cerca de 320 km² registrados frente a um limite estimado de 572 km².
O uso de monitoramento por satélite e análise técnica tem sido central nesse processo, permitindo maior transparência e rapidez na identificação de áreas exploradas, além de subsidiar ações de fiscalização e políticas públicas.
O cenário aponta para uma transição no modelo de exploração florestal na Amazônia ocidental, em que a redução da área explorada não necessariamente indica retração econômica, mas sim maior controle, legalidade e potencial de agregação de valor ao produto madeireiro.

