Um programa voltado à bioeconomia amazônica está oferecendo bolsas e apoio estruturado para estimular a criação de negócios sustentáveis a partir da biodiversidade da região. A iniciativa, lançada pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), busca conectar ciência, inovação e comunidades tradicionais.
O projeto prevê a seleção de dez participantes para uma imersão de 15 dias na Amazônia, incluindo atividades em Manaus e em comunidades locais. A proposta é desenvolver soluções para desafios ligados aos setores de alimentação, cosméticos e novos materiais sustentáveis.
Os participantes deverão trabalhar com matérias-primas típicas da floresta, como açaí, castanha-do-brasil, andiroba, murumuru, buriti, babaçu e borracha nativa, valorizando cadeias produtivas já presentes nos territórios amazônicos.
O programa é estruturado em quatro fases: seleção, formação de equipes e desenvolvimento de soluções, imersão na Amazônia para validação das propostas e, por fim, uma etapa de premiação.
Além da experiência prática, os selecionados receberão apoio financeiro. Bolsas mensais variam entre R$ 3,5 mil e R$ 7,5 mil para participantes com perfil inovador, enquanto especialistas em pesquisa e desenvolvimento podem receber entre US$ 650 e US$ 1,3 mil mensais.
O programa também prevê um fundo de até R$ 100 mil por equipe para testes e validação das soluções, além de suporte técnico, acesso a laboratórios, mentoria especializada e apoio jurídico para adequação à legislação de biodiversidade.
Ao final, três projetos serão premiados com valores de até R$ 200 mil, além de suporte contínuo para estruturação dos negócios e inserção no mercado.
A iniciativa conta com financiamento internacional e parcerias com instituições de pesquisa e organizações ligadas à bioeconomia, reforçando o papel estratégico da Amazônia na construção de modelos econômicos baseados em recursos naturais sustentáveis.
O programa evidencia uma tendência crescente de transformar conhecimento científico em soluções de mercado que conciliem geração de renda, conservação ambiental e valorização de comunidades tradicionais — um dos principais pilares da bioeconomia na região.

