Curso online será realizado nos dias 27 e 28 de outubro, com apoio do Pulitzer Center, e abordará cobertura ambiental, inteligência artificial, produção audiovisual e jornalismo de soluções.
Jornalistas e estudantes de jornalismo da Amazônia Legal terão a oportunidade de participar de uma formação gratuita voltada à cobertura ambiental e científica nos dias 27 e 28 de outubro de 2026. A iniciativa, intitulada Jornalismo Ambiental e Científico na Amazônia: sementes, ciência e território, será realizada de forma online e busca aprimorar a produção de reportagens sobre mudanças climáticas, restauração florestal e biodiversidade.
Promovida pelo Amazônia Vox em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a capacitação contará com financiamento do Pulitzer Center e reunirá pesquisadores e profissionais da comunicação que atuam diretamente na região amazônica.
Com vagas limitadas, o curso pretende aproximar o conhecimento científico da prática jornalística, incentivando abordagens que valorizem os territórios, as comunidades locais e as iniciativas desenvolvidas para enfrentar os desafios ambientais da região.
Projeto selecionado entre 478 propostas internacionais
A formação é resultado de um projeto liderado pela engenheira florestal e pesquisadora Lydiane Bastos, do INPA, selecionado pelo Impact Seed Fund 2026, iniciativa do Pulitzer Center.
A proposta esteve entre as 26 escolhidas em um universo de 478 inscrições provenientes de diferentes países. O financiamento é destinado a projetos que ampliem o impacto social de reportagens jornalísticas por meio de atividades educativas, participação comunitária e disseminação de conhecimento.
O trabalho desenvolvido por Lydiane está relacionado ao projeto Bioseed IA, que utiliza inteligência artificial para estudar a viabilidade de sementes florestais nativas e contribuir para a recuperação de áreas degradadas.
A pesquisa ganhou visibilidade por meio de uma reportagem publicada pelo Amazônia Vox em 2025, que apresentou o uso da tecnologia para avaliar sementes de 200 espécies nativas. A proposta busca tornar a produção de mudas mais eficiente, reduzindo custos e desperdícios em iniciativas de restauração florestal.
Além dos avanços tecnológicos, o projeto destaca a importância dos coletores de sementes e dos conhecimentos associados à conservação da biodiversidade amazônica.
Programação terá quatro módulos sobre jornalismo e meio ambiente
A formação será organizada em dois encontros, com quatro módulos ministrados por jornalistas, pesquisadores e especialistas em comunicação ambiental.
No dia 27 de outubro, a programação começará com os fundamentos do jornalismo ambiental e científico, apresentados por Alice Martins Morais, do Amazônia Vox, e Jullie Pereira, da Abaré.
Em seguida, Lydiane Bastos, do INPA, e Marcelo de Sales Freitas, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), abordarão erros recorrentes na cobertura ambiental e científica, destacando a importância da interpretação adequada de informações e pesquisas.
No segundo dia, 28 de outubro, os profissionais Matheus Costa de Melo, do Pará, e Aline Fidelix, do Amazonas, discutirão os desafios da produção audiovisual em territórios florestais.
O encerramento será conduzido por Daniel Nardin, diretor do Amazônia Vox e gerente da Iniciativa Brasil da Solutions Journalism Network, com um módulo dedicado ao jornalismo de soluções aplicado à crise climática.
A programação também reservará espaço para troca de experiências e discussão de propostas de pautas entre os participantes.
Participantes poderão ser considerados para atividade de campo
Além das aulas online, a iniciativa prevê a possibilidade de uma etapa posterior de aprofundamento em campo, em uma comunidade de coletores de sementes no Amazonas.
Os participantes da formação poderão ser considerados para essa atividade, cujos critérios e demais informações ainda serão divulgados pelos organizadores.
A proposta é ampliar o contato entre profissionais da comunicação, pesquisadores e comunidades envolvidas na restauração florestal, permitindo uma compreensão mais próxima dos desafios e das soluções desenvolvidas nos territórios.
A formação conta ainda com apoio do IPAM, Bioseed AI, Abaré Org e da Faculdade de Informação e Comunicação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
Saiba como participar da formação gratuita
Jornalismo Ambiental e Científico na Amazônia: sementes, ciência e território
27 e 28 de outubro de 2026
19h às 21h (horário de Manaus e Rio Branco) / 20h às 22h (horário de Brasília)
Online e gratuito
Estudantes de jornalismo e jornalistas da Amazônia Legal
Vagas limitadas
Acesse a página oficial e o formulário de inscrição
A iniciativa busca fortalecer a cobertura jornalística sobre a Amazônia a partir de uma perspectiva que combine evidências científicas, conhecimentos tradicionais e experiências das populações locais.
Ao incentivar a formação de profissionais que atuam na região, o projeto pretende ampliar a qualidade das informações disponíveis sobre conservação ambiental, mudanças climáticas e alternativas sustentáveis para o desenvolvimento amazônico.

